A propósito da ideia do Município de Condeixa em criar um parque temático ligado aos Romanos, vale a pena construir uma opinião sobre o que poderia ser uma das principais marcas turísticas da região.

Há dias uma pessoa amiga publicou no Facebook um postal antigo, muito curioso, pois quem o escreveu narrava com rigor as dificuldades ocasionadas pelo "racionamento" durante o período da 2.ª Guerra Mundial.

Foquem-se nas pessoas. Escreveria mais, foquemo-nos nas competências. Precisamos de mais exigência e mais rigor. O que temos vivido nos últimos quatro meses, à volta das consequências dos incêndios, deixa um qualquer povo de rastos. São demasiadas mortes, demasiadas casas ardidas, demasiadas empresas destruídas, demasiada área ardida. Não deveria ter sido possível.

Vivo na serra do Espinhal, concelho de Penela. Metro e meio atrás da minha casa começam terrenos completamente cheios de mato e que não sei a quem pertencem. Todos os vizinhos com quem falava morreram desde que fui para ali. Durante década e meia, ficarem ao abandono todos os campos que eram cultivados junto ao meu terreno. A estrada, quer para a serra, quer para o vale, tem pinheiros e eucaliptos até aos rails de protecção, sem a distância mínima que a lei obriga. Pinhais e eucaliptais encostados a casas é o que mais há na minha zona.

A minha rua não é bonita nem é feia. É a minha rua!

No decurso do processo e evoluir histórico, as populações vão construindo a sua própria linguagem no qual avultam palavras e expressões que o tempo vai fazendo desaparecer, ou os valores incutidos nas escolas, nas crianças, permitem a sua subalternização. Antes que ocorra um fenómeno definitivo com essas características, pensamos salvaguardar o mais possível desse linguajar popular, que, num caso ou outro, é comum às diversas regiões do país. Se, por hipótese, houver conhecimento de outros termos, diferentes, agradecíamos a sua prestimosa colaboração.

Todos nos sentimos tristes e envergonhados. Tristes porque morreram demasiados compatriotas nossos por causa de incêndios em Portugal. Reparem que as tragédias que significaram mais de 100 mortes ocorreram em Junho e em Outubro, fora das chamadas fases de emergência de actuação (Charlie), permitindo tirar a primeira conclusão. Tanto num caso como no outro, o Estado Português não funcionou porque nem sequer estava planeado para poder actuar em emergência, apesar das previsões meteorológicas.