Conímbriga vai ver investidos quase meio milhão de euros em obras no sítio arqueológico, que incluem o restauro da muralha tardia da cidade romana.

A directora da Direcção-Geral do Património Cultural (DGPC), Paula Silva, disse que este investimento abrange a intervenção numa das duas muralhas das ruínas e no melhoramento do atendimento aos visitantes da área arqueológica, designadamente na bilheteira e na loja do Museu Monográfico.

Paula Silva salientou esta será a primeira fase de um conjunto de empreitadas a realizar nos próximos anos e que totalizam um investimento estimado em 2,5 milhões de euros.

“Este é um momento que conjuga vários momentos importantes” para a estação romana, disse a responsável máxima da DGPC, na cerimónia em que foi assinado um protocolo de colaboração com a Câmara Municipal, realizada no passado dia 24 de Janeiro.

Trata-se de “duas obras diferentes”, no restauro da muralha do Baixo Império – “que é urgente fazer” – e no melhoramento das condições de acesso dos turistas e demais visitantes, referiu.

“Este é o primeiro dia de um caminho longo que temos de perseguir” na valorização de “um local exemplar e único em Portugal”, acrescentou.

O Museu Nacional e as ruínas de Conímbriga constituem “um equipamento cultural e uma estrutura arqueológica de importância nacional e até mais do que isso”, realçou Paula Silva.

O presidente da autarquia, Nuno Moita, por sua vez, explicou que a candidatura à primeira fase dos trabalhos foi assumida pela Câmara Municipal, no âmbito da Comunidade Intermunicipal da Região de Coimbra, e já aprovada, o que permite avançar com as obras nos próximos meses, logo que seja conhecido o vencedor do concurso público.

Segundo o edil, o investimento ronda os 460.000 euros, incluindo a comparticipação da União Europeia, próxima dos 390.000 euros, sendo a componente nacional assegurada pela DGPC.

“Depois de duas décadas e meia sem haver um investimento relevante em Conímbriga, neste património que nos distingue e diferencia, é com muito gosto e orgulho que, enquanto presidente da Câmara de Condeixa, vejo ser posto em prática algo que há muitos anos ansiávamos”, realçou Nuno Moita.