O Plano e Orçamento do município de Condeixa para 2018, no valor de 16,8 milhões euros, um aumento de 3,9 milhões em relação a 2017, foi aprovado há dias em reunião da Assembleia Municipal, com os votos favoráveis dos deputados do PS e da CDU e a abstenção do PSD e Bloco de Esquerda.

“A subida do valor do orçamento em relação a 2017 resulta da excelente capacidade do Município em captar fundos comunitários, em particular no que se refere ao saneamento básico e ao Plano de Acção de Regeneração Urbana (PARU), permitindo, por um lado, dotar o concelho de cerca de 95 por cento de cobertura de saneamento e, por outro, transformar Condeixa criando condições para o desenvolvimento de um dos seus produtos tradicionais – a cerâmica – com a criação do centro de desenvolvimento cerâmico e ‘hub’ de indústrias criativas, no âmbito do PARU”, sublinha o presidente da Câmara Municipal, Nuno Moita.

O edil acrescenta que aposta no desenvolvimento da indústria da cerâmica “vem complementar a centro de co-working turístico que se encontra quase concluído e que nasceu de uma parceria entre o Turismo de Portugal, a Comunidade Intermunicipal da Região de Coimbra e a Câmara de Condeixa”.

Refira-se que as transferências de capital atingem em 2018 o valor de quase três milhões de euros, resultante do aumento do número de candidaturas a fundos comunitários aprovadas.

Apesar das dificuldades sentidas nos últimos tempos, quer em termos das transferências da Administração Central como em termos das sucessivas alterações normativas que se verificaram nos últimos anos, “o executivo não desiste de prosseguir políticas de desenvolvimento, tendo como visão a afirmação do concelho de Condeixa como comunidade sustentável e sustentada, ancorada no equilíbrio entre a coesão social, qualidade ambiental e desenvolvimento económico”, assegura o autarca.

Por outro lado, “continuaremos a prosseguir as boas práticas de gestão financeira assegurando os pagamentos aos nossos fornecedores nos prazos contratuais e assegurando uma estabilidade fiscal às empresas, garantindo isenção de derrama, e às famílias, assegurando a manutenção da taxa mínima de IMI”, acrescentou Nuno Moita.

Os mapas orçamentais agora aprovados estão definidos em função dos objectivos estratégicos que compõem a carta política que irá orientar a acção política e estratégica do actual executivo até 2021, agrupados em quatro grandes eixos: Coesão Social, Competitividade, Coesão Territorial e Organização Municipal e Participação Cívica.

“Pretendemos prosseguir políticas de captação de novos habitantes e de novas empresas que assegurem condições para um desenvolvimento sustentado, numa conjugação de boas práticas municipais, mobilização dos agentes locais e valorização dos recursos endógenos”, resume o presidente da Câmara, sinalizando ainda a necessidade de “manter e/ou reforçar a qualidade, eficácia e eficiência dos serviços prestados pelo Município de Condeixa, quer aos munícipes, quer às empresas com quem se relaciona”.

A maior fatia do orçamento para 2018 está destinada ao eixo estratégico “Coesão Territorial”, nomeadamente às áreas do “Ambiente e Sustentabilidade” e “Desenvolvimento Urbano – Águas, Saneamento e Resíduos Sólidos Urbanos”, representando um peso de quase 60 por cento no total dos montantes previstos. Apesar dos custos de desenvolvimento de boas práticas ambientais, é dada prioridade a estas políticas, através do incremento de medidas de eficiência energética, do aumento da cobertura da rede de saneamento no concelho para 95 por cento (através da execução das candidaturas já aprovadas, num investimento de 2,8 milhões de euros co-financiados em cerca de 80 por cento pelo POSEUR) e do alargamento da base territorial de incidência das medidas de melhoria das acessibilidades a peões.

“Mantendo a aposta na valorização de Conímbriga, recentemente considerada uma das sete novas maravilhas do mundo, através da aposta na manutenção da recriação histórica ‘Vislumbre do Império’ e da promoção do museu multimédia PO.RO.S, vamos dar início à estruturação do parque temático ´Roma dos Pequenitos´ e às obras de alargamento do complexo arqueológico de Conímbriga, assumindo a Câmara esta intervenção que há muito reclamámos em parceria com Direcção-Geral do Património Cultural e com financiamento comunitário do Portugal 2020”, revela o presidente do Município de Condeixa.